Morre ex-jogador parintinense Osvaldino Pereira Nogueira – o “Caçapava”

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Apesar de sua estatura baixa, o futebol era de uma potencialidade 

Foto | Arquivo 


Morreu nesta quinta- feira (16/01), aos 60 anos de idade, o jogador parintinense "Caçapava", o mesmo estava internado desde a quarta feira, no Hospital Jofre Cohen em Parintins. O jogador tinha um histórico de muitas conquistas no futebol parintinense e em outros municípios do Amazonas e Pará.


Caçapava iniciou sua trajetória no futebol da primeira divisão com 15 anos de idade, jogando no time do São Cristóvão no ano de 1980. No ano seguinte, em 81 foi vice-campeão, perdemos o titulo para o Sul América. Permaneceu no tine por três anos; no primeiro foi escolhido o jogador revelação do Campeonato Parintienense e, em 1981 foi escolhido craque do ano.


Depois do São Cristóvão, Caçapava foi para a equipe do Sul América. Na nova equipe atuou por período de 12 anos e ganhou sete títulos. “O Sul América sempre foi meu time do coração, sempre me preparei pensando em jogar nesta equipe”, disse. 


Outra equipe que atuou foi na JAC Clube, em 1996. Depois da JAC foi para o time do Amazonas onde jogou por período de quatro anos e conseguiu ganhar três campeonatos pela equipe coral da cidade. O Corinthians também fez parte da trajetória de Caçapava, atuou por uma temporada e chegou a ficar em terceiro lugar, mas tarde retornou ao Amazonas.


O craque Caçapava jogou 12 anos na Seleção Parintinense de Futebol, ganhou uma competição denominada “Beto Mafra” em Maués, onde participaram as seleções de Parintins, Urucará Maués, Itacoatiara, na final ganhou de Itacoatiara. 


Em 1985 e 86 foi jogar na cidade de Itaituba no Pará onde foi vice-campeão atuando pelo Itaituba Futebol Clube. “Nesta cidade, tem um clássico envolvendo as equipes e Esportes e Itaituba”, comentou.

 Em 1986, foi para a cidade de Terra Santa no Pará, onde jogou em uma local São José e mais tarde foi para a cidade de Urucará, onde jogou na equipe União Católica. Em 1990, na cidade de Maués atuou na equipe do Náutico e foi campeão. Já nos anos de 2002, 2003 e 2026 conquistou titulo jogando pela equipe Associação Atlética Maresia de Maués. Em Nhamundá teve passagem pela equipe Nhamundá Clube.


O craque parintinense também teve passagem com boa atuações  pelas seleções de: Urucará, Urucurituba, Boa Vista do Ramos e Coari. Foi bicampeão em cima do Grêmio Coariense, antes de tornar profissional.


Os momentos marcantes na trajetória de Caçapava foram inúmeros, entre eles o craque destaca a conquista de 1995 pelo Sul América no seguinte conquistou pela JAC Clube. Outro momento marcante foi quando jogou pela seleção de Parintins para classificar a Seleção de Parintins. “Precisávamos ganhar da seleção de Maués, o jogo era na casa do adversário, contudo, fomos lá e ganhamos do adversário pelo placar de 3 a 0”, conta. 


Outro momento marcante na trajetória de Caçapava foi o jogo entre Sul América e Botafogo do Rio de janeiro. “Nesta partida estávamos ganhando de 2 a 0, com gols de Soló e Tati Gama, porém no final, o Botafogo conseguiu empatar a partida. Também posso destacar como marcante os jogos entre Sul América e Amazonas, quando as duas equipes se encontravam era uma festa no futebol, o estádio ficava cheio, era sempre bom ganhar do Amazonas, time rival!”, destaca.


Futebol da época


Caçapava descreveu como via o futebol na sua época, citando alguns pontos importantes que faziam o futebol ser vibrante e prestigiado. 


“Em nossa época era melhor, porque os jogadores tinham muita responsabilidade, se preparavam fisicamente e não havia atleta faltoso nos treinos, todos queriam jogar, todos queria jogar e buscavam seus espaços e quem se saísse melhor, ganhava titularidade na equipe que jogava. O campeonato era forte porque as equipes se preparavam bem, os clássicos eram muito bom, havia respeito pelo adversário pelo torcedor. O jogador se guardava para o jogo, antes a gente não íamos para o bar antes do jogo e principalmente para as baladas.  A gente jogava somente nos clubes principais em que éramos inscritos por isso, era bem melhor que hoje. Com todo esse trabalho o futebol era de técnica, avia toque de bola, não chutão minha preparação era seria, sempre levei com muita seriedade meu preparo físico tive treinadores bons com o Parrudo, Dodó Menezes e Gelson Azedo, esses treinadores tinham moral para com os jogadores e todos os respeitavam”, enfatizou.


O pequeno craque ainda lembrou o nome do professor Nelson Brasil, que segundo ele, foi um grande preparador físico e, foi ele quem fez Caçapava perder a preguiça de fazer física.


Decepção no futebol


No futebol ou em quaisquer outras modalidades sempre existem momentos que deixam marcado a vida de quem compete. Para Caçapava, ser cortado antes do jogo contra o Flamengo, os deixou com marcas, amas segundo ele sem mágoas.


“Durante o tempo que joguei futebol minha decepção foi quando fui cortado no ultimo treino da seleção que jogou contra o flamengo, na época os treinadores resolveram me cortar do time alegando que eu era pequeno pra enfrentar os jogadores do Flamengo. Outro jogador que também foi cortado foi o Dissica, tínhamos feito um bom trabalho durantes treinos de preparação, mas acabamos assistindo a partida da arquibancada. Também não guardo mágoa de ninguém”, descreveu.


Caçapava sempre acreditou que futebol parintinense, ainda pudesse mostra sua força com em seu tempo de jogador.


”Acredito muito que ainda é possível retornar o futebol, temos grandes jogadores, mas é preciso que cada atleta tenha responsabilidade com o clube e principalmente com ele mesmo. Torcedor quando paga ele quer ver um bom espetáculo, os jogadores precisam levar a sério os treinamentos e o preparo físico”, finaliza.


Osvaldino Pereira Nogueira ganhou apelido de Caçapava quando ainda era garoto por cidadão de nome Nazaki que comparou seu modo de jogar semelhante à de um jogador de nome “Caçapava” do Rio Grande do Sul com muita habilidade. O craque parintinense era muito bem visto pelo desportista, segundo ele, quando chegava ao estádio era muito bem recebido e tinha o carinho dos torcedores, esses gestos ficaram para ele com um marco na sua vida de jogador de futebol.


Caçapava encerrou sua carreira no futebol da primeira divisão na equipe do Amazonas, mas a sua vontade era ter encerrado no Sul América, o time do coração. Caçapava participava dos campeonatos de máster que reuni vários craques do futebol parintinense.


Por Nelselino Santarém

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